quinta-feira, 13 de junho de 2013

Cordas de um violão (Gustavo Bittencourt)


Cordas de um violão   

Ao longo de dedilhadas das quais descrevo
Adormecem ao som do céu estrelado
Àqueles de fato submetidos ao fado
Da aflição da lua e do seu desprezo.

Levados ao sono relapso
Ressona o resto da nota
Na face descreve e denota
A dor do frio e descaso.

Trêmulos trejeitos velários
Ao trafegar em meio templário
Em febril desatino.

Em corrida contra aflição
Encontra nas cordas de violão
O semblante de um menino.
                    
Por: Gustavo Bittencourt             

Poema Simbolista (Jardel Oliveira)

Hode ao condolente

No esplendor do sol divino condolente
a musica toca no terreiro 
que ao som do ferreiro bate o martelo na cruz divina
sucinta cinta caprina as sucinta( assonância)

Sozinho me vejo a rezar
devido a chuva estar prestes a chegar 
ciência errônea, trocada pela intuição simbólica das minhas palavras
inspiradas intransitivas irrepreensíveis, irreversíveis tabus

A cruz de malta lateja, sendo lapidada por apenas um martelo,
que se vê sozinho num calor singelo
as pessoas olham para si desconsiderando o caráter social 
inspirado numa portela patriarcal

o candomblé com  suas crenças e costumes individuais,
mostram-se coletivos ao calor do sacrifício caprino
a imagem pintada na parede com sangue animal mostra uma intuição intuitiva,
cruz, cruzeiro, imperialismo, imperial, animalesco, animal. Eis o teu simbolismo suíno!

Por Jardel oliveira!




Poema Simbolista (Simbolizando a Doblô) (Silvano Sales)

Minha Doblô

Olhou, pirou, entrou na minha Doblô
É o carro da balada é o carro do amor

Não fique ai pensando que é carro de familia
Na minha Doblô eu boto é sete mina
É tão confortavel banco reclinavel
Melhor que a fiorino maior que o camaro
Coloquei jogo de luz, instalei um frigobar
O som batendo certo suspensão a ar
Dentro da minha Doblô voce se sente no céu
Aqui não passa vento é melhor do que motel

Olhou, pirou, entrou na minha Doblô
É o carro da balada é o carro do amor

Encline o banco para fazer Strip-Tease (Strip-Tease)
sua fantasia mais secreta realize (Realize)

Olhou, pirou, entrou na minha Doblô
É o carro da balada é o carro do amor

Não fique ai pensando que é carro de familia
Na minha Doblô eu boto é sete mina
É tão confortavel banco reclinavel
Melhor que a Fiorino maior que o Camaro
Coloquei jogo de luz, instalei um frigobar
O som batendo certo suspensão a ar
Dentro da minha Doblô voce se sente no ceu
Aqui não passa vento é melhor do que motel

Olho, pirou, entrou na minha doblo
É o carro da balada é o carro do amor

Encline o banco para fazer Strip-tease (Strip-Tease)
sua fantasia mais secreta realize (Realize)

Olhou, pirou, entrou na minha Doblô
É o carro da balada é o carro do amor

(Silvano Sales)

Por Jardel  oliveira e Gustavo Bittencourt.

HAUhauhauahuah brincadeirinha celestina nosso poema logo acima!

Poema Simbolista


Acrobata da Dor 



Gargalha, ri, num riso de tormenta, 
como um palhaço, que desengonçado, 
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado 
de uma ironia e de uma dor violenta. 

Da gargalhada atroz, sanguinolenta, 
agita os guizos, e convulsionado 
salta, gavroche, salta clown, varado 
pelo estertor dessa agonia lenta ... 

Pedem-se bis e um bis não se despreza! 
Vamos! retesa os músculos, retesa 
nessas macabras piruetas d'aço... 

E embora caias sobre o chão, fremente, 
afogado em teu sangue estuoso e quente, 
ri! Coração, tristíssimo palhaço.


(Cruz e Souza)



Por:  Jardel oliveira, Gustavo Bittencourt,
Yago macedo e Matheus kikiki.